Procuro conhecer a cidade, e fomos ver o Carnaval das Culturas, que nada mais é do que um desfile pelas ruas de grupos de pessoas que querem mostrar as suas culturas, como por exemplo, o grupo xpto com povo Angolano, iam vestidos a rigor e a ouvir música típica ou grupo de alemães que iam a ouvir e dançar salsa, ou o grupo ambientalista apelar para a preservação do ambiente ou o grupo de veganos, vestidos de animais a sensibilizar para a importância de uma alimentação vegetariana... Fez-me lembrar uma mix entre a multidão da Queima das Fitas em Coimbra, desfile do carnaval e a multidão que sai para a rua na noite de Santo António em Lisboa. Estava uma tarde muito agradável com céu limpo, calor, muita gente a beber cerveja, músicas bem diferentes. Estava impossível andar de metro com tamanha multidão a querer deslocar-se para as ruas, até fez lembrar a noite de Santo António em Lisboa no ano passado, mas só que o metro estava completo e não tinha só as 3 vergonhosas carruagens lotadas de pessoas versão sardinha em lata. Ah para não falar que os transportes, neste caso, o metro funciona 24h e não fecha à 1h da madrugada, nem em dias excepcionais como o Santo António, por exemplo.
Um diário é pessoal e intransmissível, a pessoa assina o seu nome e tranca o acesso a ele. Neste meu diário não vou assinar o nome, mas vou deixar aberto a quem o quiser ler.
07/07/13
06/07/13
8 anos depois
Oito anos depois encontro duas colegas de curso em Berlim a R. e a T. que vieram cá passar o fim de semana. Recordámos alguns momentos passados em Coimbra e gente que já não vemos desde essa altura. As três vivemos na Alemanha, mas em diferentes cidades. Tivemos tempo para colocar alguma conversa em dia, andámos um pouco pela cidade, apanhámos o autocarro 100, mas não deu para dar a volta toda e só percebemos mais tarde a razão, pois estava a decorrer a parada gay no Tiergarten. Jantámos numa pizaria e fomos até um bar que fica num terraço. Espaço muito engraçado e dá para pisar areia fina como se estivessemos na praia.
05/07/13
Autocarro 100
Noutro dia procurámos um autocarro qualquer e entrámos por acaso no 100, por sorte logo no inicio da linha, deu para subir ao andar de cima nos primeiros lugares. Gostei do que vi, passou por lugares ainda desconhecidos, foi giro, mas noutro dia voltamos a repetir o mesmo trajeto, mas para sair ver os museus e voltar a entrar no 100. Dias depois encontrei na Internet a dica de um guia que dizia que uma forma económica de conhecer a cidade é andar de autocarro e em particular o trajeto do autocarro 100 e eu sem saber tinha feito isso.
04/07/13
A conhecer a cidade
Uma boa forma de conhecer a cidade é andar no Ring, que é o comboio que anda à volta da cidade ou de autocarro ou eléctrico ou de metro. Se apanhas o Ring no sentido horário é o S41 e se vai para o outro sentido é o S42. Curiosidade, podes andar nos transportes públicos sem pagar desde que acompanhado por outra pessoa que tenha passe, mas só dá para fazer isso aos fins de semana e durante a semana depois das 20h. Ainda não vi isso escrito, mas foi o que me disseram e eu aproveito ahahahah. Entras nos transportes sem ter que passar por nenhuma barreira física, como em Lisboa. Podes andar sem comprar bilhete, que ninguém vai olhar para ti, mas podes encontrar o fiscal, que anda descaracterizado ou seja, é uma pessoa normal que te aborda a pedir para ver o teu bilhete. Até agora só vi duas situações dessas. Não convém arriscar porque a multa é de 40€. Fiquei a saber que estas pessoas que fiscalizam são ex-reclusos e assim é uma forma de os integrar na sociedade e as pessoas como já sabem não querem armar confusão com elas, até porque elas já conhecem bem as “manhas” todas.
Num destes dias fomos conhecer a nova Apple Store, a primeira na cidade, que é enorme. Depois para variar o metro, apanhámos um autocarro qualquer só para ver melhor a cidade, até que passámos no KaDeWe que é um centro comercial estilo El Corte Inglês, diga-se de passagem que esta é uma boa zona, onde as grandes marcas estão representadas em lojas de rua. Dentro do KaDeWe na secção de artigos para cozinha deparei-me com uma parede cheia de cortantes de bolachas, sorrio e falo em voz alta: Ahhh! Pareço uma criança numa loja de brinquedos! - e fico a olhar todas as formas. Uma senhora brasileira ouve o que digo e mete conversa, ela sentia o mesmo, lá no Brasil não tem tanta oferta com esta, dizia.
Voltámos a apanhar um autocarro qualquer, a fome chegava, vimos um restaurante mexicano "Qe Pasa" e saimos para ir almoçar ali. A curiosidade daquele restaurante era o facto de ser muito escuro - já não bastava o dia estar cinzento com tanta chuva, mas pelos vistos é assim que eles gostam dos bares/restaurantes e depois a outra curiosidade era ter bebidas portuguesas com base no famoso Licor Beirão.
03/07/13
Aniversário
Fomos convidados para o aniversário de um português que partilha casa com uma espanhola. Foi giro conhecer novas pessoas com culturas diferentes como por exemplo brasileiros, franceses, alemães e portugueses claro. Reparei que o aniversariante estava de meias e outras pessoas calçadas. Deve estar com calor ou prefere estar mais cómodo, pensei. Noutro dia numa pesquisa na internet, fiquei a saber que os alemães têm o hábito de se descalçarem no hall de entrada de suas casas e quando vão a casas de outras pessoas e os homens urinam sentados para não sujar. Percebi por isso o mau cheiro que existe no hall de entrada da "minha casa".
02/07/13
Reis, Rainhas e Príncipes
Por aqui os reis são os bebés, as rainhas as bicicletas e os príncipes são os cães quem andam todo o lado, nas lojas, nos transportes públicos, nos cestos das bicicletas... ter um animal sai muito caro, então talvez por isso sejam bem estimados e têm acesso livre para andarem por ai.
Cruzei-me com uma senhora que levava um cão no cesto da frente da bicicleta e o seu cão tinha uma postura de quem seria muito importante, algo como, ele o Lord, a mulher a sua escrava que pedalava para o passear em primeiro plano, lá no alto daquela viagem.
Agora lembrei-me de uma situação vivida em Lisboa. Um dia ia a sair do metro perto de casa, passava por um pequeno jardim, quando ouço uma senhora ao fundo a gritar: TÁXI, TÁXI!!! e aparece a correr e a mancar o seu velho cão.
Cruzei-me com uma senhora que levava um cão no cesto da frente da bicicleta e o seu cão tinha uma postura de quem seria muito importante, algo como, ele o Lord, a mulher a sua escrava que pedalava para o passear em primeiro plano, lá no alto daquela viagem.
Agora lembrei-me de uma situação vivida em Lisboa. Um dia ia a sair do metro perto de casa, passava por um pequeno jardim, quando ouço uma senhora ao fundo a gritar: TÁXI, TÁXI!!! e aparece a correr e a mancar o seu velho cão.
01/07/13
Tarde no parque
Chegou o dia em que fomos convidados para um baby-shower num parque da cidade, foi o momento de conhecer outras pessoas. As perguntas da tarde foram: estás a gostar de Berlim? Há quanto tempo estás cá? Cheguei há apenas 15 dias e não, não estou a gostar, as primeiras impressões que tenho da cidade são: escura, feia, velha, suja. A festa é de um casal de portugueses que vivem cá há 5 anos e que aguardam pela chegada do seu bebé dentro de um mês.










